Como funciona a correia dentada e 4 dicas para não arrebentar

Quando um mecânico profissional fala “arrebentou a correia dentada”, todos já sabem que isso não é boa notícia para o dono do carro, mesmo sem saber exatamente como essa peça funciona e como a quebra pôde ocorrer.

A maioria das pessoas sabe apenas que a correia dentada é uma das partes mais importantes do motor de um carro. Sem ela, todos os outros componentes perdem o sincronismo e o motor simplesmente para de funcionar.

Mas antes de nos aprofundarmos neste artigo, é importante que você saiba responder à seguinte pergunta: o seu carro tem correia dentada ou corrente de comando?

Isso mesmo! Há veículos com os dois tipos de correia dentada e para saber qual é a existente no motor do seu, é preciso retirar a capa protetora de plástico da peça e conferir. Basicamente, se for de borracha, é correia. Se for metálica, é corrente. A grande diferença entre as duas é que a corrente não quebra, tendo maior durabilidade. Mas também tem um custo mais alto.

E antes que você pense em substituir a correia do seu carro por corrente, já dizemos que não é possível. Bom mesmo é cuidar muito bem desse sistema para que ele não acabe deixando você a pé e com muitos reais a menos no bolso.

Por isso, vamos explicar agora como funciona a correia dentada e dar quatro dicas para preservá-la ao máximo.

Como funciona

Em poucas palavras, a correia dentada liga o comando de válvulas ao virabrequim do motor, fazendo com que as válvulas de admissão e de escapamento abram e fechem no momento exato. E como é o virabrequim que passa a força do motor para as rodas, se esse sincronismo não for perfeito, o carro não funciona.

E se o rompimento da correia acontecer com o motor em pleno funcionamento, existe o risco de danificar várias outras peças do motor. Afinal, sem a correia deslizando em alta rotação, pode ocorrer o choque direto entre os componentes, quebrando e empenando as válvulas, os pistões, o cabeçote e as bielas.

Se isso acontecer e a compra de novas peças for inevitável, evite o risco de encontrar peças falsificadas, indo direto a Atual Autopeças, que oferece o melhor em peças nacionais e importadas.

Como preservar

1. Faça a revisão

O indicado é fazer a revisão de todo o conjunto de transmissão de força (composto pela correia dentada, polias e tensionadores) a cada seis meses ou 10.000 quilômetros rodados.

Os manuais vindos das montadoras sugerem a troca em um período máximo de 3 anos ou 50.000 quilômetros, mas esse prazo depende, também, das condições da correia e do veículo. Por isso, se você comprou o seu carro usado há pouco tempo e não sabe como anda o sistema de correia dentada, vale à pena procurar um profissional e acompanhá-la de perto a partir de agora.

Enquanto isso, as correntes de comando têm uma vida útil mais longa, podendo chegar em bom estado até os 100.000 quilômetros rodados.

2. Fique atento na troca de marchas

Muitas pessoas fazem a troca de marchas sem estar atento ao tempo de sincronia entre o acionamento da embreagem e a aceleração do carro: elas podem demorar a acelerar depois que a marcha foi passada, reduzir a marcha drasticamente ou ainda não diminuir ou aumentar a velocidade o suficiente para a mudança da marcha.

Essas atitudes causam um tranco (ou soco) no momento da troca de marchas e isso prejudica diretamente a correia dentada. Afinal, se o giro do motor está alto e a frenagem não for suave para baixar a velocidade corretamente, vai ocasionar uma distensão na correia. E se isso acontecer com frequência, ela poderá arrebentar.

Portanto, fique atento para trocar as marchas, principalmente se você mora em uma cidade repleta de morros como Belo Horizonte, onde a troca constante de marchas e o controle de embreagem são inevitáveis.

3. Evite fazer o carro pegar no tranco

Quando o carro não funciona, seja por problema na bateria ou no motor de partida, o primeiro pensamento de todo dono é empurrar para pegar no tranco.

Mas saiba que, ao fazer isso, você está colocando em risco várias peças do motor, inclusive a correia dentada. Isso porque, ao forçar um giro com mais intensidade do motor, pode acabar quebrando a correia.

Além disso, pode haver tensão nos circuitos eletrônicos e uma injeção maior de combustível que pode danificar o catalisador. Ou seja, chamar um profissional ou rebocar o carro para a oficina, com certeza vai sair muito mais barato do que consertar o estrago causado pelo “empurrãozinho”.

4. Não cante pneu

Cantar pneu é uma ação totalmente desaconselhada que danifica diversos componentes do seu carro. Além de estragar os seus pneus, prejudicando o alinhamento e balanceamento, as cantadas forçam a junta homocinética e as embreagens — e, por consequência, a correia dentada.

Sem falar dos pontos na carteira e da multa por direção perigosa que essa atitude pode render.

Quando falamos sobre preservar e detectar problemas na correia dentada, a maior dificuldade é que raramente essa peça apresenta sinais prévios de que algo pode dar errado. A melhor forma de se prevenir é fazendo as revisões periódicas indicadas e as trocas por peças sempre originais, com um profissional de sua confiança. Em um primeiro momento, essa manutenção pode parecer cara, mas tenha em mente que trocar os componentes arruinados pela quebra da correia vai exigir um investimento bem maior.

E por falar em revisões automotivas que não podem deixar de ser feitas, confira o nosso artigo por que manter as manutenções preventivas sempre em dia.

Referências:

g1.globo.com/carros/blog/oficina-do-g1/post/correia-dentada-um-vilao-silencioso.html

www.terra.com.br/economia/carros-motos/meu-automovel/fazer-o-carro-pegar-no-tranco-pode-danificar-pecas

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